2ª
Oscar Fashion Running
http://www.oscarfashionrunning.com.br
Geral: 71ª Corrida 2008: 17ª
Corrida
Data: 17/08/2008 – 09h13min
(domingo)
Local: Vale Sul Shopping – São José
dos Campos/SP
Distância: 10 km
(35ª) ![]()
Tempo: 56:24 (líquido) e 56:39
(bruto)
Velocidade Média:
(-12,72%)
Pontos
(Tabela Húngara):
112
Temperatura: dia claro, 28ºC ![]()
Valor da Inscrição: R$
33,00
Número de peito: 683
Tênis: Sprint
branco/verde/vermelho (9)
Colocações:
Geral: 347º (de 504) 68,85%
Masculino: 315º (de 431) 73,09%
Categoria 35-39 anos: 55º (de 76) 72,37%
Resultado na Web:
http://www.corridasderua.com/eventos/ev0000094/resultados/GERAL%20MASC%2010K.htm
Medalha: ![]()

Camiseta: poliamida (km 10) ![]()

Foto:

Relato:
Ironias
da vida... e da corrida. Depois de quatro provas pós-maratona, com baixa carga
de treinos e quase nenhuma responsabilidade,
justamente na primeira para a qual me preparei de verdade, com uma planilha de
cinco semanas incluindo dois treinos de tiros por semana, é que fui naufragar. Imprevistos acontecem, seja
com pangarés ou com puro-sangues; e é preciso saber conviver
com os resultados pouco (ou nada) satisfatórios que eles podem trazer.
A
consolidação desse evento é algo importante para os corredores de São José dos
Campos e região. A primeira edição, em 2007, já tinha sido
interessante, atraído um número razoável de participantes e mostrado um bom nível de
organização. Para esse ano, crescimento, tanto no tamanho da lista quanto na estrutura.
A começar pela possibilidade de retirada do kit pré-prova com antecedência, na
loja do patrocinador. Passamos por lá no sábado à tarde, eu e a Janete, e
pegamos nossas camisetas e o meu chip e número de peito. Sou contra a
obrigatoriedade disso, que ocorre em provas como a São Silvestre, a
General Salgado e outras. Mas, como opção, acho sensacional:
permite que os “locais” adiantem o seu lado e deixa a
possibilidade de retirada no dia da prova para quem vem de fora. Boa iniciativa
e bom exemplo para outros organizadores.
Ainda
assim, optamos por chegar bem cedo no domingo, para evitar qualquer eventual tumulto.
Estacionamento do shopping disponível para os participantes, tudo tranquilo
para chegar e estacionar. Foram aparecendo os amigos de sempre e também outros
que me conheciam até então só pela internet. É sempre um prazer encontrar todos
vocês, nem que seja só pra bater um papinho
rápido e desejar boa prova... Tem gente que chega falando até que é meu
fã. Deixa disso, galera!!!
O glorioso
seu Antônio, animado como nunca depois de voltar defintivamente às provas, pra variar já queria aquecer quase meia
hora antes da largada. Mas eu acabei preferindo esperar o Fabio Matheus chegar
primeiro, para irmos depois fazer um trotezinho rápido de aquecimento. Ao
contrário de 2007, quando o dia amanheceu frio e assim continuou durante e
depois da prova, hoje o sol já nasceu forte. Às oito ainda tinha um arzinho
matinal ajudando a abrandar o calor, mas até a hora de sairmos, o forno já tinha sido ligado e estava
pronto pra assar a massa humana. Juntando isso com o meu apetite que continua sendo
de maratonista, mas com uns 60% do volume de treinos da época da preparação (e
que, segundo o xará, está nos transformando na dupla Adriano e Aloísio), era
garantia de que o tempo da primeira edição da prova (casa de
Depois
do alongamento coletivo, do qual eu preferi destoar fazendo a minha própria
sequência, fomos para a avenida Andrômeda largar, com alguns minutinhos de
atraso. A Janete, dessa vez, topou fazer a caminhada de
Combinei
com o xará um ritmo um pouco mais lento nos primeiros quilômetros, para tentar
chegar mais forte para a segunda volta. 5:15 era um pace aceitável para o km 1, dentro dessa proposta. Mas, logo depois
da virada à direita, vinha o trecho da frente do shopping voltado para a Dutra,
e em descida. A dispersão demorou um pouco a acontecer, a massa tingida de amarelo
era grande e a faixa interditada das avenidas, um pouco estreita. Quando a
placa apareceu, o tempo nela foi de 4:35 (em 2007 tinha sido de 4:01). Não tive
essa percepção de esforço, mais uma vez.
Tendo
largado bem de trás e nesse pique, as ultrapassagens eram inevitavelmente
muitas. Algumas fáceis, mas outras prejudicadas pelos bloquinhos de corredores. As calçadas viraram caminho, não só por
esse motivo, mas também pela busca de sombra. Ainda assim, a passagem pela
placa do km 2 foi com pace ainda mais
surpreendente, de 4:33. Mesmo sem ter a certeza da precisão desta marcação, isso
deu uma certa injeção de ânimo. No primeiro posto de hidratação, no início da
subida da Cidade Jardim, já despejei o copinho na cabeça, porque o calor estava
brabo. Ladeirona velha de guerra, de tantos e tantos treinos, subi embalado por
ela. Só que esperava virar novamente à direita só quase no final da subida, na
última rua antes da Cassiopeia, como o mapa do percurso parecia mostrar e como
havia treinado com o Jorge dois finais de semana antes da prova. Fiquei
surpreso quando viramos na rua anterior, a penúltima, em uma subida bem mais
forte que a esperada e que quebrou um pouco o meu ritmo. Na rua Ipanema, a
placa do km 3 e a alegria em ver que a lomba não tinha feito estrago assim tão
grande: o pace foi de 4:52 e o tempo
ainda era de 14 minutos. Parecia que vinha coisa boa por aí...
O
ziguezague era em 3-D. No eixo X, mas também no Y. Para os lados, para cima,
para baixo, lembrando um pouco aquela ilusão de ótica das escadas que não
levam a lugar nenhum. Subi um pouco menos embalado a rua Maricá e o acesso a
ela. A volta à Andrômeda, ao invés de acontecer pela rua Arpoador, ao lado da
caixa d’água, acabou sendo também pela rua anterior a ela. O trecho da avenida
até o shopping era em descida leve, boa oportunidade pra sentar a bota e tentar recuperar o tempo perdido nas subidas. Achei
mesmo que a placa do km 4 estava demorando muito pra chegar, e quando ela
passou com estranhíssimos 7:14, cheguei à conclusão de que não adiantava nada
fazer contas correndo hoje. Na reentrada ao shopping, os corredores de 5 e
Apenas
duzentos metros à frente, acabou a corrida pra mim. A mesma panturrilha da
segunda cãibra durante a maratona, no km 33 em Ipanema, primeiro fisgou e
depois simplesmente travou. A dor na hora foi intensa, parecia ter arrebentado
tudo. Já que estava ao lado de um ponto de ônibus, sentei e esperei passar um
pra me levar de volta. Travei o cronômetro e até zerei o tempo de prova, o que
indicava desistência. Estava ainda bem perto do shopping, valia até a pena
voltar no sentido inverso. Mas confesso, fiquei com uma certa vergonha de fazer
isso e dar de cara com aquele monte de gente de amarelo seguindo em frente.
Primeiro passou o Alves e perguntou o que tinha acontecido, depois o xará me
chamando pra ir com ele devagar (tentei, mas não consegui). Em seguida, o seu
Antônio, me dizendo pra ficar na sombra e alongar. Se eu ficasse mais tempo
ali, iria passar todo o resto todo da galera e eu já não “tava” querendo explicar pra mais ninguém o que tinha acontecido. Peguei o boné e fui embora. Acho que já
tinha perdido uns quatro ou cinco minutos nessa brincadeira...
A
dor tinha diminuído bastante, quase passado. Mas não dava mais pra arriscar
velocidade. O negócio era ir adiante, em ritmo de trote mesmo, só pra não
desistir pela primeira vez de uma corrida (se voltasse a doer forte, é claro
que eu desistiria, sem problema algum). Alcancei o seu Antônio no começo da
subida, mas tive que parar e andar de novo nela e voltei a perder contato. Gel
pra quê, no terceiro posto de água, se faltavam menos de três quilômetros e nem
corrida propriamente dita eu estava fazendo àquela altura? Tentei checar o
pace no km 7, mas tinha me esquecido de que já tinha zerado a marcação ali
atrás. Andei quase metade da subida e, quando estabilizou, tornei a trotar. Na
volta à Andrômeda, ensaiei até uma tentativa de retomar a corrida, mas, mesmo
sem voltar a sentir a dor na batata,
achei melhor deixar quieto. O final da prova seria burocrático, só pra cumprir
tabela, sem mais nenhuma pretensão e, pra ser sincero, sem ter bem ideia de
qual seria o meu tempo final. Por alguns instantes, achei isso até legal: correr por correr mesmo, sem carregar
peso nenhum nas costas. Quem sabe não vale a pena fazer isso mais vezes,
independente de contusões?
No
segundo retorno ao shopping, encontrei o Jorge e a Samira, ele já tendo
concluído a prova de
Bem
tranquila a distribuição do kit pós-prova. Sacola de nylon de boa qualidade com
frutas, água, barrinha de cereal e água de côco (boa opção para reidratar). Medalha
bonita, estilosa, com data da prova mas
sem distância. Tendas para as equipes, mesas de frutas, filmagem do evento,
fotos no site oficial e outros diferenciais que estamos começando a ver com
mais frequência nas provas aqui da região; e que estamos gostando de ver. Sem
que isso signifique preços abusivos nas inscrições, é bom lembrar. Chamou a
minha atenção um detalhe, que não posso deixar de citar: a isenção da taxa de
inscrição para os portadores de necessidades especiais. Foram poucos, é
verdade, mas isso não diminui o mérito da iniciativa.
Fosse
outra época, eu provavelmente passaria uma semana emburrado, de mau humor, reclamando da vida e achando que eu não
sou de nada, que escolhi o esporte errado. Mas não é por aí... Que ninguém pense que eu estou
contente com esse resultado: apesar de panga, sou competitivo à beça e não me agrada
nem um pouco a ideia de mandar mal. Mas tem dia que não é dia, e o de hoje começou pra
mim assistindo na TV um cara preparado como o Diego Hypólito levar um tombo no final da série
no solo que lhe custou a medalha de ouro (e as outras também) em Pequim. Guardadas as
proporções, quem é que não está sujeito a esse tipo de coisa? Corrida tem uma depois da
outra, resultados atípicos como o de hoje também fazem parte... Eu vou é cuidar dessa minha
pequena lesão, descansar alguns dias, voltar a treinar e... tentar fazer melhor nas próximas
!
Percurso:

Altimetria:

Gostei: ![]()
da opção
de entrega antecipada do chip e número, da distribuição de água, da camiseta,
da medalha, do kit pós-prova, de ver as provas de São José se consolidando e
cada vez mais organizadas
Não gostei: ![]()
da
marcação de quilometragem, da falta de educação dos motoristas, de quebrar no
km 6
Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
Média: 4,73
Veja também:
- Inscrição: 5 (internet, sites diferentes com formas de pagamento variadas)
- Retirada do kit pré-prova: 5 (tranquila e com opção na véspera)
- Acesso: 5 (estacionamento grátis do shopping)
- Largada: 4,5 (com atraso pequeno)
- Hidratação: 5 (postos suficientes e bem distribuídos)
- Percurso: 5 (as mudanças tornaram mais interessante)
- Sinalização: 4 (a placa do km 4 estava fora do lugar certo e faltou a do 5)
- Segurança/Isolamento do percurso: 4,5 (trânsito sob controle)
- Participação do público: 4 (largada/chegada, alguns assistindo)
- Chegada/Dispersão: 5 (sem problemas)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (bem tranquila)
- Qualidade do kit pós-prova: 5 (caprichado)
- Camiseta: 5 (boa qualidade)
- Medalha: 4,5 (bonita, só faltou diferenciarem distância e modalidade)
- Divulgação dos resultados: 4,5 (no mesmo dia, só com tempo bruto)
O relato do Gerson Narezzi
O relato do Michel
O relato do Wilson Arantes
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