3ª Oscar Fashion Running
http://www.corridasderua.com/eventos.aspx?i=533
Geral: 108ª Corrida 2009:
24ª Corrida
Data: 30/08/2009 –
09h04min (domingo)
Local: Vale Sul
Shopping – São José dos Campos/SP
Distância: 5 km (10ª) ![]()
Tempo: 24:06
(líquido) e 24:25 (bruto)
Velocidade Média: 12,45 km/h (3,46 m/s) Passo: 4:49
(5,69%)
Pontos
(Tabela Húngara):
182
Temperatura: dia claro, 24ºC ![]()
Valor da Inscrição: R$ 35,00
Número de peito: 256
Tênis: Sprint branco/verde/vermelho (26)
Colocações:
Geral: 129º (de 556) 23,2%
Masculino: 122º (de 362) 33,7%
Categoria 35-39 anos: 17º (de 46) 36,96%
Resultado na Web:
http://www.corridasderua.com/resultados.aspx?i=533
Medalha: ![]()

Camiseta: poliamida
(Adidas) ![]()

Foto:

Vídeos:
Relato:
Apesar de não fazer parte do grupo de pessoas que trabalha diretamente na
realização desta corrida, me sinto, de certa forma, também um pouco anfitrião dela. Afinal, ela acontece
pelo terceiro ano consecutivo no bairro onde moro e no qual passei três quartos
da minha vida. Passando por avenidas que são parte do meu caminho diário,
correndo ou não. Se posso dizer que tenho uma corrida na qual estou
literalmente em casa, é esta. E fico tremendamente feliz sempre que ouço dizer
que ela vai ter uma nova edição. Inscrição automática, salvo motivos de força
maior. Deixei de repetir até a (sensacional) Meia da Praia Grande por isso.
E a alegria aumenta exponencialmente ao ver crescer, ano a ano, a massa
de colegas de esporte que toma as dependências do shopping. Entre os quais,
cada vez mais, muitos amigos. A equipe 100 Juízo, apesar da árdua batalha de poucas horas antes,
desta vez praticamente completa: além deste que vos escreve, Zebra, Edward,
João Carlos, Cris, Acacio, Fabio Matheus, Toninho (que já era, no bom sentido,
de pouco juízo, agora é totalmente sem) e Mayke (dezesseis anos, garoto bom de
passada que se junta a nós, e já estreando em grande estilo). Vestindo
excepcionalmente outros uniformes, mas sempre conosco, Manoel e Natanael. E um
sem número de camaradas, de equipes co-irmãs ou corredores(as) avulsos. De São José dos Campos mesmo, das
cidades vizinhas ou mesmo vindos de longe. Feras do atletismo ou simples
participantes, como eu. Todos confraternizando e esbanjando animação nesta bela
manhã de domingo. Qualquer corrida fica ainda melhor com essa galera toda
reunida, isso é fato.
Não dá pra negar que, muito pouco tempo depois de terminar uma outra
corrida de (quase) 5 km em Pindamonhangaba, ao querer encarar outra, o cansaço
me pegou de jeito. Não foi nada salutar mais uma dobradinha em um final de semana, aquilo que a gente sabe que não é
bom pra ninguém, mas acaba fazendo sempre que o calendário prevê. Não foi a
primeira e, seguramente, não deve ser a última também. A vantagem dessa era
estar a minutos daqui. Acordei cedo, para um domingo, mas sem os exageros das
provas que requerem viagens. A largada ficava a pouco mais de 2 km da porta de
casa. O percurso passava quase em frente. Mesmo meio moribundo, saí de casa relativamente disposto para mais uma boa briga. Só não mais contente por ter ido
sem a Janete, que com um misto de sinusite e tosse, ficou fora de combate. No
caminho, vimos a avenida principal do percurso sendo interditada pelos agentes
de trânsito em uma das pistas. Conforme mencionado no relato do treino em grupo
feito na quarta-feira que antecedeu a prova, a mudança no trajeto, visando
evitar problemas com o trânsito na Avenida Andrômeda e na própria Cidade
Jardim, acabaria deixando a corrida teoricamente mais ágil. Mas o pouco espaço
destinado aos corredores, confesso, me assustou um pouco a princípio. Alta densidade demográfica prevista.
Tendo feito a retirada do kit no dia anterior, pude aproveitar tranquilamente
o intervalo para intercalar preparação com bate-papo de sempre com a rapaziada.
Mas deu pra ver que não houve maiores problemas mesmo para quem deixou para
pegar na hora a sua sacola com camiseta, lenço (ou seria bandana?), chip e
número de peito. Vários guichês e a divulgação antecipada da lista no site com a
numeração são iniciativas que sempre ajudam. Faltando pouco tempo para o
horário previsto para a largada, saímos do shopping e fomos fazer um breve
aquecimento na Andrômeda, também interditada em meia pista, só na parte final
em frente ao shopping. Espaço realmente pequeno para tanta gente. Não chegou a
tumultuar demais, mas poderia ter sido mais tranquilo se houvesse um pouco mais
de bom senso... dos próprios corredores, por sinal. Se você não vai brigar por
pódio, por que razão tem que ficar na fila
do gargarejo? Se isso já atrapalha em provas com cem participantes, imagina
com mais de mil e trezentos (sem contar os caminhantes).
Com poucos minutos de atraso, quatro na minha marcação, saímos para a batalha. Todo mundo junto e misturado, gente que ia para apenas uma e para duas voltas
também. Mesmo estando astronomicamente
longe dos tempos da elite, o que fiz até a esquina com a marginal da Dutra e no
decorrer dela, morro abaixo, foi um número assustador de ultrapassagens.
Algumas mais fáceis, só no jogo de
cintura, outras bem mais complicadas, exigindo manobras arriscadas no meio do bololô.
Na largada, acabei ficando sem contato visual com as minhas referências de
costume, parceiros como o Toninho e o Edward. Mas sabia estar em um ritmo
adequado, virando à direita e pegando o início da reta da Cidade Jardim com muita
vontade de fazer uma boa corrida. A primeira placa chegou rápido, suspensa e
bem visível, ao lado de uma das entradas do shopping. Meu tempo parcial nela
foi de 4’39’’. Início excelente, comum em muitas outras corridas, mas quase
sempre muito difícil de manter. Sem pensar nisso, segui adiante a passadas
largas e firmes.
O primeiro a aparecer à frente foi o xará Matheus, pai do Leonardo. Sem
poder manter, por causas mais do que justificadas, a regularidade dos treinos
nos últimos dias, não vinha com o ritmo habitual das provas mais recentes, mas
seguia bem (fecharia os 10K quase junto do Michel). Comentou comigo que se eu
acelerasse um pouco, alcançava o Toninho. Conversamos rapidamente e
incentivamos o Edward a não parar (voltaria a sentir a danada da coxa, mas terminaria mais uma). Segui adiante. Veio a
segunda placa, no cruzamento da avenida com a Rua Pedro Turci, à direita; e o
acesso à Rua Antônio Aleixo, à esquerda; e o pace nela melhorou um
pouco mais (4’36’’). Sem sentir, pelo menos até ali, qualquer reação adversa dos inícios fortes demais
(para mim). Mas a placa marcava também o fim do trecho plano da avenida. A
partir dali, a descidinha leve, citada no relato do treino de quarta; e a longa
e íngreme subida pela pista esquerda. Mais forte, acabei concordando ao ver os
gráficos de altimetria, que a do lado oposto, mas também mais curta. Em treinos
do dia-a-dia, sempre preferi pegar esta ladeira que a das provas de 2007 e
2008. O que continuarei fazendo.
Logo no começo da pirambeira, alcancei o Toninho e também trocamos uma
ideia rápida. Achei que, como na primeira volta do treino de quarta-feira,
conseguiria manter um bom pique morro acima, mas estava redondamente enganado.
Minha performance caiu, e bastante. Peguei um copinho d’água e joguei na
cabeça, deixando a outra metade para outro corredor, que perdeu o posto e me
pediu. Pelo outro lado já vinham os mais rápidos. O capitão passou descendo e
mandou o incentivo, que sempre ajuda, ainda mais na hora em que a batata arde. Mesmo perdendo um bom
tempo, cheguei ao final do morro e contornei o grampo, iniciando mais que
aliviado a descida. Também não consegui repetir as belas calcanhadas que dei no simulado, mas ladeira abaixo é sempre
melhor. Na passagem pela placa três, fui averiguar o tamanho do estrago: 5’15’’
foi o ritmo do quilômetro, mas o tempo parcial ainda estava bom, com 14’30’’.
Ânimos renovados para continuar.
Agora era hora de retribuir os incentivos para quem subia, mas, no meio
da muvuca, acabei não reconhecendo
nenhum outro corredor na pista oposta. Procurei o Jorge, tentando mandar um “vamo” pra ajudar ladeira acima, mas só
o encontraria na chegada (mesmo sem recorde, parabéns, amigo!). Só veria mesmo
meus tios, bem depois, lá embaixo, ainda no começo da caminhada. No mesmo posto
de água da ida, só que do outro lado, peguei meu segundo copo. Ajudou bastante
a refrescar, o calor aumentava. A subidinha depois da escola, em frente aos
prédios, mais uma vez foi tranquila, quase nem deu pra sentir. A volta ao
trecho plano foi mais que bem-vinda. O ritmo inicial não seria retomado
totalmente, mas chegaria perto disso. Quando apareceu a quarta placa, o pace foi de 4’42’’. Prejuízo da lomba parcialmente
recuperado. O estômago embrulhava um pouco, a respiração era curta, rápida e
ansiosa. Vontade de parar, andar, diminuir radicalmente o ritmo, dava. Mas
faltava pouco e o negócio era resistir a essas tentações. Veio a virada à
esquerda para pegar a subidinha em frente à ACM. No coletivo durante a semana, ela tinha quebrado bem o ritmo e hoje
não seria diferente. Mas, se tem algo legal em subida, é constatar que ela é
ruim para (quase) todos. Voltar a fazer ultrapassagens, como no começo da
prova, deu o gás adicional que faltava para terminar bem.
De volta à Andrômeda, agora era só chegar. A divisão das pistas era
sinalizada com placa e tinha staffs
avisando. Eu enxerguei a tempo e mudei de faixa quando fui avisado que,
participando da prova de 5 km, deveria seguir à esquerda (pela direita,
começava a segunda volta para quem fazia os 10 km). Mas isso não impediria
estragos, entre os quais, o do final da prova do Manoel: errando o caminho, ele
teve que voltar, perdeu tempo precioso e o primeiro lugar de sua categoria. Cheguei
sem sprintar, mas mantendo um ritmo
razoável para o final da prova. O meu último quilômetro seria feito em 4’52’’,
fechando o percurso em 24’06’’. Praticamente o mesmo tempo do dia anterior em
Pinda, com apenas quatro segundos a mais. Mas também com um bom número de
metros extras, quase trezentos, segundo minha medida no site MapMyRun. Pace
médio de 4’49’’, minha nona melhor média de velocidade em uma corrida. Para
quem andou fazendo 5’30’’, e isso morrendo,
há bem pouco tempo atrás, acabou sendo um belo resultado. Forçasse um pouquinho
mais, principalmente na descida, talvez até tivesse conseguido o recorde
pessoal na distância. Faltaram 29 segundos apenas. Mas não vão faltar
oportunidades para isso...
Recebemos ao final da corrida um kit com bom conteúdo: sacola de tecido,
com frutas, cereal matinal, chocolates e isotônico. Sapucaí Mirim, no domingo
anterior, ganhou neste quesito, mas no photochart.
Junto com a camiseta, desta vez da marca patrocinadora propriamente dita e não
só com o logotipo dela. E a bonita e grande medalha dourada, com data do evento
inclusive. Não houve apenas a diferenciação da distância e modalidade (corrida
ou caminhada). De quebra, teve também como brinde um colchonete. Encerrada a participação,
simbora pro conversê. A grande maioria dos amigos que encontrei se deu por
satisfeita com seus desempenhos, alguns melhorando marcas pessoais e outros,
quase isso. A 100 Juízo subiu ao pódio com Zebra (barba ontem, bigode hoje!), João Carlos (décimo segundo troféu conquistado),
Acacio (munido de um vídeo que o mostra chegando antes do primeiro de sua categoria!) e Mayke (ah, moleque!!!). A faixa, que virou bandeira, frequentou muito (e
merecidamente) os degraus da vitória, inclusive o mais alto. Outros amigos
também estiveram lá, como Manoel, Natanael, Jota Júnior, Mineiro, Rogério, Marcos
Lennon, Vanderléia, Alexandre e Irma (correndo juntos como dupla de
revezamento, novidade deste ano; e comemorando, ao final, o aniversário do
filho, já começando também a brilhar nas corridas). O Narezzi, que fez um
belíssimo tempo (casa de 21’), bateu na
trave, ficando em sexto em sua faixa etária. Todos, premiados ou não, estão
de parabéns pela conclusão de mais um belo desafio. A quem interessar possa,
semana que vem tem mais uma dobradinha
prevista: domingo em Caçapava (ou será em
São Sebastião, diretor Edward?) e segunda-feira, feriado da Independência,
em Guararema. Que seja, no mínimo, tão divertido quanto. Distração das boas,
enquanto não chega o dia da maratona #3.
Percurso:

Altimetria:

Gostei:
![]()
do novo percurso, da camiseta, da medalha, de voltar a fazer um pace
começando com quatro, da distribuição de água, da estrutura como um todo
Não
gostei: ![]()
da largada e parte do percurso em lugares meio estreitos
Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
Média: 4,73
Comentários no Fórum Runner Brasil:
Veja também:
- Inscrição: 4,5 (internet, sites diferentes, boleto)
- Retirada do kit pré-prova: 5 (tranquila, com opção de retirada na véspera e divulgação da lista)
- Acesso: 5 (estacionamento do shopping, gratuito)
- Largada: 4,5 (com atraso mínimo, local um pouco estreito)
- Hidratação: 5 (postos mais que suficientes e bem distribuídos)
- Percurso: 5 (ficou ainda melhor e mais ligeiro)
- Sinalização: 5 (placas suspensas com boa visibilidade)
- Segurança/Isolamento do percurso: 4,5 (não foi fechado, mas o isolamento foi bem feito)
- Participação do público: 4 (mais concentrado no shopping, alguns assistindo no percurso)
- Chegada/Dispersão: 4,5 (houve problemas com alguns corredores)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (sem problemas)
- Qualidade do kit pós-prova: 5 (caprichado)
- Camiseta: 5 (excelente qualidade)
- Medalha: 4,5 (bem bonita, só faltou diferenciarem distância e modalidade)
- Divulgação dos resultados: 4,5 (no mesmo dia, só com tempo bruto)
http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=88968&grupo=217825&topico=3010360&nrpag=1
O relato da Irma
O relato do Gerson Narezzi
O relato do Michel
O relato do Orlando
O relato do Rodrigo Orsi
O relato do Wilson Arantes
O relato dos 100 podium
PUBLICIDADE