41ª Prova Pedestre Henock Reis Filho

http://www.aparecida.sp.gov.br

 

Geral: 53ª Corrida 2007: 27ª Corrida

Data: 17/12/2007 – 20h00min (segunda)

Local: Praça Benedito Meirelles – Aparecida/SP

Distância: 10 km (26ª)

Tempo: 46:12 (líquido) e 46:29 (bruto)

2006: 49:21 (-3:09) 6,82%

Velocidade Média: 12,99 km/h (3,61 m/s)  Passo: 4:37 (11,12%)

Pontos (Tabela Húngara): 251

Temperatura: noite parcialmente nublada, 24ºC

Valor da Inscrição: grátis, 1 kg de alimento

Número de peito: 002

Tênis: Mizuno Wave ProRunner 9 cinza (7)

 

Colocações:

Geral: 182º (de 234)  77,77%

Masculino: 156º (de 188)  82,98%

Categoria 30-39 anos: 30º (de 31)  96,77%

 

Resultado na Web:

http://www.runnerbrasil.com.br/Calendario/2007/1217/Henock/Henock_GM.txt

 

Medalha:

 

Camiseta: não teve

 

Foto:

 

Álbum de Fotos

Vídeo:

 

Relato:

Eu nunca terminei (e nem nunca vou terminar) uma prova me lamentando por não ser um corredor “de verdade”, daqueles que fazem tempos incríveis, começando com 3 nos 10 km, por exemplo. Sou totalmente consciente das minhas limitações (óbvias) como atleta amador, de que não tenho o porte físico necessário para obter uma grande performance em corridas. Mas já terminei várias provas insatisfeito comigo mesmo por não ter feito o meu melhor possível, por ter fraquejado nas dificuldades, por deixar escapar oportunidades de conseguir resultados que poderia ter alcançado. Desta vez não...

 

Na fase quase final da planilha de treinos para a São Silvestre, tenho feito muito mais treinos de velocidade e de ritmo do que os bons e velhos longões, tão presentes nas planilhas para as meias maratonas recentes. Estes treinos têm me deixado no bagaço, em estado de final de feira. Mas não dá pra negar que, mesmo não sendo cumpridos totalmente à risca, eles têm servido para me deixar um pouco mais rápido (ou menos lento, dependendo do ponto de vista).

 

Depois de bastante tempo (desde o aniversário de Caçapava, acho), voltei a ir para uma corrida com o Hideaki. O ônibus dele chegou meio em cima do horário que a gente combinou para se encontrar, pegamos um trânsito meio pesado no começo do caminho, mas ainda assim deu tempo de chegar com calma. O número de peito que recebi no ano passado, na 40ª edição da prova, tinha sido uma homenagem do organizador à minha ajuda na divulgação dos eventos promovidos por ele. Mas, e neste ano, sob nova direção (não vi o Fujarra por lá)? Correr com o número de peito 2 é coisa de vice-campeão do ano passado, e isso eu não fui, nem de trás para frente. Na falta do Franck Caldeira (que tinha presença anunciada no site da prefeitura de Aparecida e não veio), "sobrou pra mim". Nessa tropa-de-elitemania vigente, ser o número 02 é pedir pra ouvir pra pedir pra sair. Ô, canseira que dá...

 

Encontramos com o xará Fábio Matheus, que veio correr junto com o chefe (Max Gehringer que nos perdoe, mas sem a obrigação de deixá-lo chegar na frente, ainda bem!) e o tradicional papo de corredores encurtou a preparação, que virou um trotezinho só. Aproveitar então para tirar umas fotos, inclusive uma com o Mané, que eu ainda não tinha na minha galeria. No ano passado, a confusão na distribuição do chip e número de peito atrasou a largada em mais de meia hora. Neste ano, ela foi pontualíssima. Choveu papel laminado picado, que nem nas finais de Copa do Mundo. E saiu todo mundo em disparada, deixando o tapete na largada enrugado e quase me mandando para o chão. Foi por pouco: se eu caio ali, tchau prova!

 

O percurso era exatamente o mesmo de 2006. Virando à direita no Banco Real e pegando uma reta bem longa, em uma avenida este ano bem mais bonita e iluminada (efeitos da visita do Papa?). A noite agradável, sem a chuva que estava parecendo que vinha até minutos antes da largada, atraiu bastante gente para assistir a prova. Como no ano passado, entretanto, tinha mais gente pra ficar tirando sarro de quem estava correndo do que propriamente para apoiar. O consolo foi dado pela criançada, que na maior parte das vezes, queria apenas esticar a mão para levar o “tapinha” dos corredores. Cumprimentei todos, até a menina que tirou a mão na hora...

 

Em toda corrida que participo, tenho três metas. A primeira, que chamo de “meta A”, é a mais difícil de atingir, algo otimista, que só é alcançado nas melhores condições possíveis. Para essa prova, era baixar meu tempo nos 10 km. A segunda, “meta B”, mais realista, era de fazer um tempo entre 48 e 49 minutos. A terceira, “meta C”, que é o último resultado aceitável a ponto de não me deixar p... da vida, seria repetir os 49:21 de 2006. Qualquer que fosse a meta a atingir nessa prova, o ritmo tinha que ser forte. O empura-empurra na largada e o tropeção-quase queda atrapalharam um pouco, mas ainda assim a placa do km 1 passou com apenas 4:17. Também não precisava ser tão forte... A subidinha leve tratou de ajustar o ritmo naturalmente. O primeiro posto de água apareceu já logo após o segundo quilômetro e isso foi bom, já tratei de abrir o gel de chá verde que ganhei em Mogi e de ensopar a cabeça. Veio o retorno à esquerda, onde eu quase tinha torcido o pé no ano passado. A boa iluminação das ruas ajudou até nisso, evitando incidentes como esse.

 

Na edição anterior, que foi minha última prova do ano, eu estava em clima de fim de festa depois da Volta da Pampulha, não ia participar da São Silvestre e, por conta disso, não estava treinando nada de subidas. Quando apareceram as primeiras mais fortes do percurso, mesmo bem curtas como a do viaduto do km 4, eu me apavorei. Neste ano, calejado de tanto treinar para a Brigadeiro, tirei de letra, não precisei subir engatinhando (só rastejando) ... A boa distribuição de água, com postos aproximadamente a cada 2 km ajudou bastante, o que não ajudou nem um pouco foi a demora para aparecer a placa do km 5, que parecia que não vinha nunca. O tempo nela? 23:17, um belo incentivo para fazer também uma boa segunda metade de prova. Mas também trazendo a preocupação de estar além do ritmo possível e quebrar no final.

 

Este início de segunda parte da prova foi o mais difícil, fisica e psicologicamente. Nos afastamos um pouco do centrão da cidade, as ruas ficaram mais vazias, sem torcedores (e nem gozadores). A queda de ritmo me fez perder algumas posições, tomando algumas ultrapassagens e vendo os camaradas abrirem bastante. Os quadríceps estavam doloridos, quase latejando, como que cobrando o preço daquele ritmo inicial meio insano. A subida do segundo viaduto, que me fizera andar em 2006, desta vez também foi superada na raça, com um copinho d’água jogado na testa e muita vontade de terminar bem. Veio aquela outra reta longa, interminável, ao lado da Basílica onde Nossa Senhora Aparecida deve ter ouvido muitos corredores pedindo baixinho para terminarem bem a prova (inclusive esse corredor aqui). No final dessa reta, outro retorno à esquerda e a energia, que parecia quase no fim, reapareceu para os dois últimos quilômetros da prova. Deixei o relógio pra lá, alarguei a passada e passei a me focar em só terminar fazendo o melhor possível.

 

Não foi fácil, o cansaço era evidente, em um trecho entre os kms 8 e 9 a peteca quase caiu e a passada larga virou passinho. Mas a última placa de quilometragem foi um alento, o último copinho idem. E eu acelerei o mais que pude. Quando vi o pórtico vermelho lá em baixo, mesmo sem o cronômetro desta vez, sentei a bota como se estivesse dando um tiro de 100 metros. Por muito pouco não alcancei um casal que tinha me ultrapassado, cheguei a apenas dois segundos deles, depois de tirar uma diferença grande na reta final. Só aí fui olhar o cronômetro e ver que tinha fechado na casa de 46:12. Aí foi só bater no peito, gritar o u-hu!, falar o tempo em voz alta pra Janete e todo mundo que estivesse por perto ouvir. Valeu o esforço, ter conseguido superar as dificuldades e retomar o ritmo forte no fim da corrida. Mais uma vez, que fique claro: parece óbvio que a distância total do percurso não é de 10 mil metros. O tempo de 27 e poucos do queniano que ganhou mostra isso, o dos outros corredores todos que sempre melhoram suas marcas ali também (aliás, parabéns ao xará Matheus que fechou em 48, seu primeiro sub-50 e ao Hideaki, de volta aos bons tempos depois de uma recaída no seu problema na coluna). Mas, como em 2006, e daí? Tantas e tantas provas têm mais de 10 km e a gente sai no prejuízo nelas, o que tem de errado vez em quando sair no lucro com uma um pouco menor? Se está errado, que os organizadores corrijam. Nós, corredores, temos mais é que comemorar, nem que o tempo seja “de mentirinha”. De verdade mesmo, foi a minha evolução em relação ao ano passado, 3 minutos a menos. Isso ninguém me tira...

 

Depois da prova, descontração, comemoração com os amigos pelos resultados, adesivo-medalha criado pelo Hideaki colado na testa (e devidamente fotografado), na falta de uma medalhinha oficial da corrida. Foi muito legal o corredor de Mogi ter pegado o microfone e feito o “protesto”, dizendo que todo mundo que participou queria ter uma lembrança da prova e da própria cidade. Nem que a inscrição para isso tivesse que ser (simbolicamente) paga. Tomara que sirva para alguma coisa. As duas bananas do kit pós-prova estavam boas e foram devidamente traçadas, mas a maçã, definitivamente mataria a Branca de Neve. Aproveitei para receber da Má (filha do Mané) o informativo e a minha foto da chegada da prova Bar do Mané (quanta diferença!). E depois foi partir pra pizza, na companhia da Janete e do Hideaki no restaurante “O Fino”, ali mesmo por perto.   

 

Difícil foi dormir depois, com a adrenalina a mil, exatamente como tinha sido no meu primeiro sub-50, ali mesmo em 2006. Numa autocrítica sempre válida, não me tornei um corredor melhor por ter feito esse tempo, assim como não tinha me tornado um pior por andar 7 dos 21 km na 3ª Meia Frei Galvão. Isso não quer dizer que eu vá fazer uma grande São Silvestre daqui a duas semanas (mas também não quer dizer que não vá). E ainda vou ter a “obrigação” de ratificar esse tempo sub-47 em outras provas de 10 km por aí em 2008. Que ótimo...

 

Gostei:

do meu resultado e dos amigos também, da ótima distribuição de água, da boa sinalização do percurso, da inédita chuva de papel picado, da animação da criançada

 

Não gostei:

da falta de medalha e camiseta, do kit pós-prova, de ser o zero-dois

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 5 (grátis e pela internet)
- Retirada do kit pré-prova: 5 (bem tranquila)
- Acesso: 4,5 (estacionamento próximo, mas trânsito bloqueado atrapalhando de chegar)
- Largada: 4,5 (pontual, mas um pouco tumultuada)
- Hidratação: 5 (mais que perfeita)
- Percurso: 5 (muito bom)
- Sinalização: 5 (sem problemas)
- Segurança/Isolamento do percurso: 3,5 (carros e motos furando os bloqueios)
- Participação do público: 4,5 (se não fossem os "pallhaços", seria perfeita)
- Chegada/Dispersão: 4,5 (boa "área de escape", mas meio apertada e confusa)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (sem problemas)
- Qualidade do kit pós-prova: 2,5 (só frutas, maçã podre)
- Camiseta: 1 (inexistente)
- Medalha: 1 (se não fosse o Hideaki, nem tinha)
- Divulgação dos resultados: 3,5 (rápida, mas só com tempo líquido e separando os moradores de Aparecida do geral)

Média: 3,97

 

Comentários no Fórum Runner Brasil:

http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=88968&grupo=217825&topico=2979814&nrpag=1

 

Viagem:
79 km, 2 pedágios (Moreira César)
BR-116 (Dutra)
São José dos Campos/Aparecida

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