II Corrida Pedestre João do Pulo - Programa Escola da Família

http://www.escoladafamiliadcc.webnode.com/

 

Geral: 107ª Corrida 2009: 23ª Corrida

Data: 29/08/2009 – 17h08min (sábado)

Local: Praça do Quartel – Pindamonhangaba/SP

Distância: 4,72 km (3ª) misto

Tempo: 24:02

Velocidade Média: 11,78 km/h (3,27 m/s)  Passo: 5:06up(7,78%)

Pontos (Tabela Húngara): 148

Temperatura: dia claro, 26ºC

Valor da Inscrição: grátis (1 kg de alimento)

Número de peito: 30

Tênis: Ironman Oahu branco/azul (1)

 

Colocações:

Geral: º (de )  ,%

Masculino: º (de )  ,%

Categoria: º (de ) ,%

 

Resultado na Web:

Não divulgado

 

Medalha:

Só para 4º e 5º colocados de cada categoria

 

Camiseta: não teve

 

Foto:

 

Álbum de Fotos

 

Relato:

Wordle: II Corrida Pedestre João do Pulo

Aguentei bem as cinco semanas de intervalo decorridas entre a prova do aniversário de São José e a Rústica de Sapucaí Mirim. Mas já voltei ao normal. Não por culpa exclusiva minha: o Fabio Matheus mesmo não foi, mas atiçou a galera ao enviar uma mala direta falando de uma prova gratuita, no sábado à tarde, com premiação até o quinto colocado por faixa etária de 5 em 5 anos. Não que isso em particular me atraia. Correr sim. Estar no meio da farra, idem.

 

E não fui o único a topar. Falou em troféu, mexeu com as lombrigas campeãs do Capitão Zebra e do Natanael. Convenceu-se também, sem maiores dificuldades, o diretor Edward, na expectativa de voltar a fazer uma boa corrida inteira. O Toninho Corredor, que, inteirão é clínico geral, topa todas. E o Paulo Gallo, que aprecia uma boa curtinha. Bem antes do horário marcado, estávamos reunidos no local tradicional das provas pindenses, garantindo a nossa inscrição com o amigo Maurício.

 

A maior parte dos corredores presentes estava nas categorias pré-mirim, mirim e infantil. Nada contra, muito pelo contrário: devemos estimular cada vez mais as corridas e o esporte em geral entre a garotada. Mas, vendo aquela fila cheia de guris, andando a passos de formiga, até relaxei. Atraso mínimo de uma hora, pensei com os botões da minha regata. O jeito foi passar o tempo jogando conversa fora, torcendo pelos petizes corredores, dividindo a guarda do Dudu com a Janete (o parque de diversões na praça ajudou um pouco) e, vez por outra, saindo para um leve aquecimento, que tanta falta fizera na última prova em terras mineiras. Prova à tarde, atraso pra mim é até bom: o sol castigava bonito às 16h, horário previsto. Depois disso, foi aliviando aos poucos, como tinha sido no sesquicentenário de Caraguá. O único mal, comentei com os colegas de equipe, era se aproximar cada vez mais do horário da largada da próxima corrida. Restariam menos de quinze horas de intervalo entre ambas. Não é à toa que fazemos parte de uma equipe autodenominada 100 Juízo...

 

Apesar do amadorismo demonstrado desde o primeiro instante, o bom humor prevalecia. Ninguém parecia estressado com o atraso, nem com os falsos avisos para alinhar para a largada e nem com as senhas de papelão para serem deixadas no caminho, entre outros detalhes artesanais. Quando finalmente a chamada foi verdadeira, a hora prevista já tinha sido superada em quase dez minutos. E o sol já estava bem mais mansinho, felizmente. O mais recomendável, óbvio, era fazer dessa prova um mero complemento do treino longo de ontem, encurtado propositalmente na distância aproximada do percurso de hoje. Mas é complicado ver os companheiros de pace dispararem na frente e não chegar o reio também. Hoje eram dois: Toninho e Edward. O primeiro dez metros à frente, o segundo ali do lado. Seguimos juntos por toda a reta inicial, caminho de sempre de outras corridas na cidade.

 

A virada à esquerda é que acabou sendo em um lugar diferente. Ao invés da rua onde tínhamos dobrado a esquina dos 4 km do aniversário de Pinda, passamos um pouco além dela e fomos entrar na ruazinha estreita em frente de uma igreja. Espaço mínimo, forçou até uma fila indiana involuntária. Alarguei a passada e fui buscar o Toninho. Nova curva quadrada à esquerda, uma reta curta e aí sim pegamos a continuação da rua presente no percurso de julho. Descida das boas, excelente para sentar a bota. Sabia do que muito provavelmente tinha pela frente; e que a hora de ganhar tempo era ali.

 

E as previsões se confirmaram: passamos, como de costume, na rua em frente ao belo parque chamado de Bosque da Princesa. Já comecei a procurar água. Apesar da quebrada no calor, estava longe de fazer frio. E por ali sempre costumava ter um posto, pelo menos nas provas anteriores. Desta vez, nada feito. A primeira subidinha ainda deu pra tirar de letra, mesmo a seco. Mas não seria muito tranquilo manter esse ritmo forte dali pra frente.

 

A falta das placas de quilometragem é relativa. Quando você espera encontrar e não tem, é frustrante, irrita, já chegou a afetar meu desempenho em algumas corridas inclusive. Quando já vai com baixa expectativa, entretanto, como para esta simplicíssima prova de hoje, é bem diferente: usa-se o tacógrafo da experiência para saber a quantas anda o ritmo e fica tudo por isso mesmo. Evitei até ficar olhando para o relógio. Nada de água também na esquina antes do longo trecho de ida e volta. Entrei nele já bem mais lento, tornando a perder contato com o Toninho, que abriu alguns metros e voltou a ser coelho. Passou o primeiro o Nata, depois o Zebra na pista oposta, e “vamo 100 Juízo!!!” foi o brado. Só no grampo é que estava o posto único de hidratação. O camarada do staff falava para deixar uma das duas senhas na caixa no chão, ao lado dele. O Toninho, num mal-entendido, parou e voltou, perdendo tempo precioso com isso. Faltou clareza.

 

Na reta de volta eu ainda corria, não mais como no começo da prova, mas mantinha um certo pique. Mas não estava nada a fim de correr, ainda mais correr forte, em subida. A ideia era poupar para a prova mais importante, a do dia seguinte; e eu aliviei bem na ladeira, chegando a andar. Aí quem perdeu tempo e levou nova ultrapassagem do Toninho fui eu. Ele até incentivou, mas eu preferi andar rápido a me arrastar fingindo correr. Chegamos ao final da ladeira sem muita distância entre nós. Contornamos a rotatória, uma nova subida, bem mais curta e entramos juntos na longa reta final. O Nata já tinha terminado e eu até sugeri que ele fosse buscar o Edward logo atrás. Ele faria isso também, mas não sem nos acompanhar quase até o funil. Chegamos praticamente juntos, eu e meu grande parceiro de tantas corridas e treinos por aí. Só fui conferir em quanto tempo quando ele disse que não tinha sido mau resultado não. 24’ baixo seria excelente para 5 km cravados, ainda mais em uma prova totalmente sem compromisso como a essa. Mas tinha abatimento aí. Se medi certo, de quase trezentos metros. Pace de 5:06 nunca foi motivo pra soltar foguete, mas é bem melhor do que eu andei fazendo recentemente. Ficou de bom tamanho.

 

A partir daí é que começariam a ficar explícitas as falhas. Perdoáveis, em sua maioria, levando em consideração o caráter não-comercial. Além da falta das placas, que eu já disse ter relevado e da distância-Mandrake, a falta de um agrado qualquer, comestível ou não, aos concluintes. A ausência, sobretudo, de uma medalha de participação, item que constava inclusive no regulamento, cujo trecho reproduzo abaixo:

 

4-  PREMIAÇÃO

 

4.1  Os atletas serão agraciados com a seguinte premiação.

 

MEDALHAS

Somente serão classificados e terão direito à medalha de participação os atletas que completarem rigorosamente o percurso e terminarem a prova em, no máximo, 1h00(uma hora ) após a chegada do primeiro colocado, e constarem da lista de classificação oficial.

 

Tenho mais de cem medalhas em casa e, sinceramente, não morro por uma mais ou a menos. Mas gosto daquela frase que diz que combinado não é caro. A premiação para as categorias se arrastou por tanto tempo que o pessoal do som levou até microfone e caixa embora, restou para o locutor o recurso do gogó. Esperamos bravamente até quase o fim, pela chamada do Zebra (outra coisa, que repito pela enésima vez aqui: por que cargas d’água não chamam o pessoal mais velho primeiro?) e pela confirmação de que não haveria mesmo medalhas de participação. Informações desencontradas: primeiro sim, depois não, depois “se sobrar” e finalmente não novamente, está pensando o quê? Quem levou, e de monte, foi a equipe com mais participantes, de uma escola local. Natanael, primeiro da sua categoria e Toninho, quinto, também faturaram. O veterano já tinha, esperto que é, se mandado fazia tempo, pra comer pizza. Recebi por ele e entrego amanhã na Oscar. Fomos conseguir sair de lá já eram mais de 19h30min. A fome já tava braba!

 

Apesar dos probleminhas, valeu a participação: corri relativamente bem, completei a distância prevista, faltando apenas os 5 km de amanhã pra fechar com sobras a planilha semanal. Aplaudi os amigos que brilharam: não só os premiados com troféus, mas também Paulo e Edward, cumprindo, e bem, seus objetivos. E fui também saudado por alguns corredores, leitores dos meus relatos de provas, a quem sempre é um grande prazer encontrar. Dá pra dizer então: mais uma missão devidamente cumprida. Que venha a próxima, em poucas horas.

 

Percurso:

 

Altimetria:

 

Gostei: ok

da oportunidade de voltar a fazer uma dobradinha num final de semana, do atraso na largada ter amainado o calor, de melhorar um pouco o ritmo em relação às provas anteriores

 

Não gostei: nok

da repetição do percurso de quase sempre, da falta das placas de quilometragem, da medalha prometida e não entregue, da demora excessiva na premiação

 

 

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 3 (mesmo tendo opção de fazer antecipada, estavam "cadastrando na hora")
- Retirada do kit pré-prova: 3 (só número e senhas, fila grande)
- Acesso: 5 (tranquilo de estacionar, próximo da praça)
- Largada: 3 (atraso grande, mas que acabou sendo benéfico pelo calor)
- Hidratação: 5 (posto único suficiente, água em temperatura ambiente)
- Percurso: 3 (ficando cada vez mais manjado; não tinha a distância esperada)
- Sinalização: 1 (inexistente)
- Segurança/Isolamento do percurso: 2 (carros em todo o percurso, a gente que se virasse)
- Participação do público: 3 (mesmo com tanta prova por lá, o povo não acostuma e continua dizendo "ih, olha o último")
- Chegada/Dispersão: 4 (cara mandando parar na entrada do funil, antes do pórtico)
- Entrega do kit pós-prova: - (não entregue)
- Qualidade do kit pós-prova: - (não houve)
- Camiseta: - (só staff)
- Medalha: 1 (normalmente passa batido em prova grátis, mas não quando prometem)
- Divulgação dos resultados: - (aguardando, mas duvido que tenha)

Média: 3

Viagem:
63 km, sem pedágio
BR-116 (Dutra)
São José dos Campos/Pindamonhangaba

Veja meu livro de visitas | Assine meu livro de visitas | Contato

 

Topo da Página Volta | Página Principal Volta | Corrida Anterior Volta | Próxima Corrida Volta

PUBLICIDADE