IV Circuito Ilhabela de Corrida de Rua –
1ª Etapa
Geral: 207ª Corrida 2012: 7ª Corrida
Data: 11/02/2012 –
19h03min (sábado)
Local: Praia Grande
– Ilhabela/SP
Distância: 9,363 km (5ª)
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Tempo: 52:30
(estimado)
Velocidade Média: 10,70 km/h (2,97 m/s) Passo: 5:36
(-9,32%)
Pontos
(Tabela Húngara): 116
Temperatura: chuva, 24ºC 
Valor da Inscrição: grátis
Número de peito: 9239
Tênis: Saucony ProGrid Ride Wide branco/vermelho (18)
Colocações:
Geral: º (de ) %
Masculino: º (de ) ,%
Categoria 40-44 anos: º (de) ,%
Resultado na Web:
Não
disponível
Medalha: só como premiação para o 4º e 5º das categorias
Camiseta: ![]()

Foto:

Relato:
Enfim uma pausa de quase duas semanas, depois de um amontoado de corridas em janeiro. Boa oportunidade para colocar os
treinos em dia, portanto, certo? De que jeito? Com o calor dantesco que andou fazendo nos dias que antecederam
essa prova, a sétima da temporada 2012, não estava dando nem para dormir
direito, o que dirá para treinar! Foram dias de um verdadeiro atraso de vida.
As duas primeiras semanas da planilha específica para Belo Horizonte, um
verdadeiro fiasco. Preocupante...
Mas não se deve nunca ir para uma prova arrastando correntes (ou o
traseiro no chão). Corrida é uma festa, uma celebração da vida, da saúde e da
amizade. Passei por cima do cansaço e da carranca
pelos treinos mal (ou nem) feitos ou pelas noites quase não dormidas. E, depois
de várias negociações e substituições na lista original de passageiros,
embarquei ao lado da Janete na van dos malucos
do asfalto rumo à ilha um pouco além do horário combinado, mas com um providencial
serviço de leva e traz. Irônico era, como costuma acontecer quase sempre,
aquela garoinha fina depois de tantos dias ideais para uma praia seguidos. Ô, vidinha injusta!
Estrada e canal vencidos, duas horas e meia e muito bate-papo depois estávamos
fora do continente. Dessa vez a largada não era logo ali, no trevo de entrada
da cidade. Mais uma estradinha estreita de seis quilômetros sentido sul (à
direita) e encontramos o nosso destino, a bonita Praia Grande. A água descia pesada.
A organizadora, Beatriz, nos recebeu de capa de chuva e tudo. Reunimos coragem
e fomos fazer a nossa retirada de kits (número, alfinetes e camiseta), por
sorte, em local abrigado. Aproveitei para tirar uma dúvida: na internet,
constavam dois horários para a largada, o das 18 e o das 19h, em textos
diferentes. Valia o maior. E tínhamos ainda uma hora e meia de intervalo até
lá. Fomos então para a tenda, do outro lado da avenida, fazer o piquenique.
Coisa simples, só café, bolo e biscoitos. Mas que caiu muito bem. As fotos oficiais da turma à beira-mar ficaram
bacanas.
Achei fundamental fazer um bom aquecimento, mas ele acabou encurtado pelo
congresso técnico, onde foram explicadas
as características dos percursos. Seriam provas distintas, uma masculina adulta
com distância de 9 km; e outra feminina e infanto-juvenil, com 5 km. Nosso
diretor Edward ficou tentando descobrir em qual categoria se enquadrar para
fugir do trajeto mais longo. E confesso que também fiquei com vontade de fazer o
mesmo. O amigo Claudir tinha alertado pelo Facebook sobre a topografia
encrencada, mas só mesmo in loco é
que deu para ter uma noção melhor do problema. Não tinha nada íngreme demais
também, mas o percurso era uma verdadeira montanha-russa: ou se estava
subindo, ou descendo (só faltaram os loopings).
Trecho plano, que é bom, necas de
pitibiribas. Quem estava esperando coisa parecida com as corridas ao longo
da orla de Caraguá, deve ter se assustado.
Com um atraso pequeno, uma contagem regressiva antes da buzina e os corredores
mais rápidos vários passos à frente do pórtico, enfim foi dada a largada. O
lugar era meio estreito e ainda tinha as guias em 45º para estacionamento.
Alertei os colegas para o risco, desejei boa prova a todos e peguei o caminho. Seria
formado um quarteto inicial em estilo paredón,
contando comigo, Silvio, Aldo e Rodrigo Almeida. Que logo se transformaria em
trio, com o homem do apito abrindo
alguma distância nas primeiras pirambeiras que surgiram. E como surgiram!
Comentei com os amigos que estava me sentindo na prova que fechou a temporada
2011 em São José dos Campos e na qual comemorei minha 200ª corrida. Felizmente em
distância um pouco menor.
Mas logo iria desdizer aquilo tudo que dissera antes. A estradinha da São
Silvestre Joseense era tão estreita quanto, mas, além do marzão ali do lado no
lugar da planície, essa da bela ilha tinha também um eletrocardiograma de bem mais amplitude, bastaria comparar depois os
gráficos de altimetria de ambas as provas. O primeiro quilômetro era quase inteiro
em subida e não mostraria nenhum número prodigioso quando o GPS apitou pela
primeira vez, sem qualquer placa para sinalizar. Mas olha, aqueles modestos 5’18’’
ficaram até de bom tamanho. Pior, parecia que podia ser. E ficaria mesmo.
O segundo quilômetro até seria um alento. Ainda ao lado dos amigos de
camiseta igual à minha, aproveitei o viés de descida e nele encontrei um bom
ritmo, o único que prestaria (e seria sub-5’/km, por três segundos) em todo o
trajeto. Chegaria a usar como incentivo a ultrapassagem da nossa nova
companheira de equipe, a Adriana, como incentivo e abriria alguma distância dos
companheiros de prova. Mas logo veria o angu
encaroçar, com novas e fortes subidas adiante. Não era dia de brilhar. Modo burocrático ligado e que assim
fosse até o fim, sem fazer bonito e nem tampouco fraquejar. Essa pelo menos,
era a intenção. Peguei o primeiro copo d’água e fui...
Só que a coisa se revelaria bem mais complicada na prática. No terceiro
quilômetro, eu viraria um trotante ao
invés de corredor. Fechar um, fora de uma maratona ou similar, com tempo
de 5’51’’ é simplesmente desolador. E a coisa ainda iria piorar um pouco mais.
Caí na besteira de me dar a concessão de caminhar numa subida mais inclinada. E
quando isso acontece, babau, vira
direito adquirido e se repete várias outras vezes, quase invariavelmente. Virei
caminhão de areia na ladeira. Subindo, mas devagar pra burro e fazendo
um barulhão...
No km 4, equilibrado entre aclives e declives, uma leve recuperação, quatro
segundos melhor que o anterior. E os amigos mais ligeiros retornando pela pista
oposta com bem menos vantagem que de costume, indicando que as pernas de todos
estavam pesando. Incentivos trocados, muitos “vamos” ouvidos de parte a parte. Cheguei
ao grampo sem projetar o tempo final para não desanimar ainda mais.
A preocupação com o trânsito liberado e sequer com controle pelos staffs acabou não se confirmando na
prática. Foram poucos os carros pelo caminho e não cheguei a ver nenhuma situação
de maior risco. Comecei a segunda metade descendo e buscando ânimo, mas
sentindo que a missão do dia havia se transformado apenas em evitar um vexame. Peguei
outro copo e saudei de passagem o companheiro de velha data, Toninho, hoje excepcionalmente
não reeditando a parceria.
Aí eu calcei de vez as sandálias da
humildade. Onde deu pra correr, eu corri. Onde o negócio era trotar,
trotei. Quando o bicho pegou e ficou
mais rápido caminhar do que correr, apelei para o método sem pudores. E, ainda
assim, faria várias ultrapassagens no retorno, recuperando algumas posições. Aproveitei
para curtir o cenário, mesmo em um dia tão cinzento como aquele, belíssimo. O visual
do mar lá do alto talvez tenha sido o cartão postal do dia. Fez valer o
esforço e minimizou a frustração das parciais seguintes: 6’04’’ do quilômetro
cinco e 5’50’’ do seis. Ao contrário da paisagem, a coisa para mim estava feia.
Aproveitando um raro intervalo com mais rampas abaixo que acima,
salvaria uma nova parcial, voltando a correr parecido com o começo da prova: 5’19’’
no km 7. Mas este seria o último giro completo do ponteiro. Negligente, havia
me esquecido de checar a carga da bateria do relógio antes de sair de casa. E, murphyanamente, ela
era bem pouca. O sinalzinho sonoro insistente denunciava os estertores e o fim da agonia iria se
confirmar antes da linha de chegada. Quando vi o mostrador totalmente apagado, perto
da marca do km 8, quase tive o ímpeto de parar de vez. Não deveríamos nunca,
reconheço, ter chegado a esse grau de tecnodependência. Mas creio que conheça
bem pouca gente que voa sem instrumentos,
gosta, assume e recomenda. Bem, pelo menos não muitos que tenham os instrumentos.
De qualquer forma, mesmo às cegas
e numa prova sem cronometragem oficial, prossegui. Aldo e Rodrigo já tinham
desaparecido no horizonte, mas o Silvio ainda estava na alça de mira. E ditando
um bom e inspirador ritmo, que me fez elegê-lo como coelho da vez. Seria uma boa maneira de manter a motivação, até
porque a estranha demora para chegar fazia crer que o circuito tinha bons
metros a mais que o previsto. A máxima diz que tudo o que sobe, desce. E esse
trecho final da prova seria quase todo ladeira abaixo, para alívio geral,
inclusive (e principalmente) o meu. Não serviria para redimir, mas pelo menos
para recuperar algum tempo perdido. Quando entrei no funil ao lado da igrejinha
e passei por sob o pórtico inflável, a noite já começava a cair.
Fiquei um pouco decepcionado ao não ver medalhas de participação. Quem
correu em edições anteriores do circuito afirmou tê-las recebido. Tracei a
banana e a maçã enquanto procurava o Silvio para tentar estimar o meu resultado
final. Para azar dele e sorte minha, ele esquecera de apertar o stop na chegada e só se lembrara de fazê-lo
ao ver a minha passagem, alguns (uns vinte ou trinta) segundos depois dele. E
com o sensor footpod de seu aparato
de cronometragem realmente confirmando ao menos trezentos metros de “bônus” (o
que seria corroborado também pela medida do GPS do Seneval). Os 52’30’’
anunciados pelo amigo, reconheço, doeram um pouco nos ouvidos. Praticamente os
mesmos de Osasco, semanas antes, mas com uns mil e cem metros a mais. Só que
era aquilo que eu fora capaz de fazer neste tobogã
litorâneo. Que eu possa compreender não como uma regressão, mas como
um dia ruim num percurso complicado. Assimilar o golpe e seguir em frente.
E mesmo esses dias pessoais ruins podem se transformar em bons, quando o
foco não está apenas e tão somente no desempenho. Mesmo com a apuração manual
que resultou numa demora monstruosa,
foi bacana demais acompanhar e fotografar a premiação, na qual muitos
companheiros de equipe, merecidamente, foram contemplados. A 100 Juízo subiu ao
pódio com vários de seus atletas, voltando para casa com um pacotão de canecos. Para os estreantes Paulinho e
Adriana, para o colecionador e ressurgido
das cinzas Cap. Zebra. Para o veterano Toninho, que foi inscrito por mim à
revelia. E para tantos outros, todos de parabéns, bem como os que nada levaram
para casa, mas fizeram a sua parte dignamente.
Deixar Ilhabela quase às onze e chegar em casa depois da uma da madrugada
foi osso duro. Ainda bem que eu
estava com a patroa ali do lado e sem necessidade de CPI. Tomara que o pau de macarrão não tenha cantado por aí... Em breve tem mais!
Percurso (até o km 7,95):

Altimetria (até o km 7,95):

Gostei:
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do percurso, apesar do grau de dificuldade, da oportunidade de correr em
um lugar diferente e desconhecido, da distribuição de água
Não
gostei: ![]()
da largada anunciada para as 18h e confirmada para uma hora depois, da
falta das placas de quilometragem e das medalhas de participação
Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
Média: 3,89
Viagem:
- Inscrição: 4,5 (internet, gratuita, sem envio de comprovantes)
- Retirada do kit pré-prova: 5 (tranquila)
- Acesso: 5 (estacionamento fácil e próximo)
- Largada: 3 (poderia ter sido mantido o horário original; local muito estreito e com as perigosas guias)
- Hidratação: 5 (postos suficientes e bem distribuídos)
- Percurso: 5 (bonito e desafiador)
- Sinalização: 1 (inexistente)
- Segurança/Isolamento do percurso: 3,5 (preocupante, mas sem maiores incidentes na prática)
- Participação do público: 3 (concentrado na largada/chegada, chamou a atenção de alguns curiosos no caminho)
- Chegada/Dispersão: 4,5 (funil meio estreito, mas a pequena quantidade de participantes e a divisão das provas masculina,
feminina e infanto-juvenil evitou qualquer tumulto)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (sem problemas)
- Qualidade do kit pós-prova: 3 (fraco)
- Camiseta: 4 (simples, mas ficou de bom tamanho para uma prova gratuita; poderia ter sido substituída pela medalha de participação)
- Medalha: 2 (apenas como premiação)
- Divulgação dos resultados: - (vamos esperar pra ver se sai)
119 km, tarifa da balsa
SP-99 (Tamoios) até Caraguatatuba
SP-055 (Manoel Hipólito do Rego) até São Sebastião
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