Corrida da Longevidade São José dos
Campos 2011
http://www.corridadalongevidade.com.br
Geral: 177ª Corrida 2011: 17ª Corrida
Data: 03/07/2011 –
08h23min (domingo)
Local: Parque da
Cidade – São José dos Campos/SP
Distância: 5,85 km (16ª)
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Tempo: 30:28
(líquido) e 30:43 (bruto)
Velocidade Média: 11,52 km/h (3,20 m/s) Passo: 5:13
(22,01%)
Pontos
(Tabela Húngara):
118
Temperatura: nublado/névoa, 15ºC ![]()
Valor da Inscrição: grátis (ganhei, preço normal R$ 20,00)
Número de peito: 1017
Tênis: Saucony ProGrid Ride Wide branco/vermelho (4)
Colocações:
Geral: 296º (de 732) 40,43%
Masculino: 264º (de 511) 51,66%
Categoria 40-44 anos: º (de ) ,%
Resultado na Web:
http://www.minhasinscricoes.com.br/CORRLONG-SJCAMPOS/2011/
Medalha: ![]()

Camiseta: (poliamida, Km
Zero) ![]()

Foto:

Relato:
Nada contra o Sr. Planejadinho (irmão do Sr. Explicadinho de “A Praça é
Nossa”), que já tem seu calendário de corridas 2011 e dois terços do 2012 devidamente
definidos. Só que eu não consigo ser assim... Antes era simplesmente porque as inscrições
para as provas aqui do Vale só abriam, no máximo, com um mês de antecedência
(isso tem mudado, já temos link para reservar vaga na Unimed de Coração no
final de setembro!). Agora é porque recebo convocações
que têm mudado subitamente os meus planos. Lamentei bastante quando soube que a
data dessa prova coincidiria com outra também muito boa, a do Aniversário de
Pindamonhangaba, mas acabei optando por lá, para onde voltaria com a família,
depois da ausência em 2010. Mas não resisti ao apelo do comprovante de inscrição
na faixa chegando belo e faceiro na caixa postal. Bem que os organizadores podiam
ter entrado num acordo e mudado uma das duas provas para o dia 24/07, quando
não temos nada por aqui...
Mais uma vez tenho que agradecer ao nosso capitão Zebra pela gentileza da
retirada coletiva do kit pré-prova. Deixar a véspera como opção para isso é sempre
uma boa, mas obrigar a antecipação é um mau hábito dos grandes centros que (alguns)
estão querendo nos empurrar goela abaixo aqui também. Não vejo necessidade. Sem
Janete e Dudu, que ficaram debaixo de uma pilha de cobertores; e achando não sei
porque que a largada estava marcada para as 8h, cheguei às 7 e garanti bom
lugar no estacionamento do parque. Mas peguei um nevoeiro que escondia até as
majestosas palmeiras da alameda-símbolo do local. Enquanto não encontrava os
amigos, fiquei só registrando imagens dos arredores. Pareciam de uma corrida
nos Alpes suíços, muito embora a temperatura nem estivesse tão baixa assim.
Logo foi chegando a patota. Sem combinarmos nada, a maior parte tinha
optado por correr com a farda
laranja. É a família 100 Juízo cada vez maior e mais vistosa nas
corridas da região, conquistando novos adeptos e apoiadores. Custei um
pouco a criar coragem de sair do abrigo e me paramentar, mas, não havia como
evitar hoje um bom aquecimento antes da prova, sob risco daquelas lesões a frio.
Número e chip descartável afixados, fiz meu trote de uns 10’ e fui garantir meu
local no grid, lá pelo começo do
segundo terço do pelotão (o primeiro é dos papa-léguas).
Boa iniciativa a do alongamento coletivo, mas isso deveria ter sido feito bem
antes e em lugar mais amplo (ainda mais com os movimentos sensuais sugeridos!), não com todo mundo ali alinhado e
doido para largar. Ainda assim, o atraso de oito minutos até que não comprometeria
muito, afora a inevitável perda do aquecimento feito.
A inversão do sentido da largada, mesmo sem prévia divulgação (o mapa
2010 estava no site oficial como percurso mantido, o locutor é que nos contaria
a novidade ali mesmo na hora), daria uma inesperada agilidade. A reta inicial,
mais longa que a original, permitiu correr logo de cara, com uma dispersão rápida
e surpreendente. Tinha gente já correndo antes mesmo do pórtico, cena rara de
ver. Dos meus parceiros de longão na véspera (que teve quase 31 km para eles,
um pouco menos para mim), Toninho e Silvio Américo estavam em Pinda, Michel
estava na plateia, poupando o joelho, Renny tinha paradeiro incerto e apenas
Sílvio Lima poderia ser parceiro de ritmo, fora o virtual partner do relógio, de quem tenho levado alguns bailes.
Qual o quê! O cara, mesmo vindo da Maratona de SP e três bons treinos (além de
ontem, 19 km no sábado anterior e 10 km no “Centro Histórico 2” essa semana) que
fizemos juntos aproveitando sua estada conosco, simplesmente resolveu voar
baixo hoje. Só vi no comecinho, depois sumiu na poeira (pouca, felizmente; lama
também não teve, ufa!).
Não que eu tivesse começado mal, pelo contrário. Como o objetivo hoje,
depois da missão (semi)cumprida da véspera, era passar uma manhã agradável de
domingo entre amigos, por acaso com uma corridinha na jogada, ajustei o tacógrafo para os 5 x 1 e, sem aferir,
achei que estava nessa batida. Deixei, junto com a massa, provisoriamente o
parque e, pela primeira vez em todas as provas por ali, passei pela pista
direita da Av. Olivo Gomes, dando um ligeiro toque urbano ao percurso cross-country. No asfalto estava a placa
um e o relógio surpreendeu, batendo quase milimetricamente com a marcação e
apontando bom ritmo de 4’46’’. Sabendo da dificuldade de mantê-lo, mas,
voltando a sonhar com os anos dourados (e a treinar para isso), tentei firmar o
passo nessa cadência. Conseguiria. O segundo quilômetro, na reentrada no parque,
depois da virada à direita, saindo da avenida e pegando aquela já tradicional estradinha
rumo à estação de tratamento de esgoto, seria percorrido com tempo praticamente
idêntico, um mero segundo a mais. Animou. O negócio era tentar deixar cair o
mínimo possível dali em diante.
A missão não era das mais fáceis. Além da trilha e seu piso bem mais
irregular que o do primeiro terço da prova, enfrentávamos então também o
primeiro aclive. Leve, mas claramente perceptível pelo “sensor” instalado nas
panturrilhas. As ultrapassagens, agora também recebidas e não só fornecidas,
indicavam que o ritmo já havia diminuído um pouco. Apesar do friozinho, não dispensei
o primeiro copo d’água (e nem os dois demais mais à frente, uma estrutura de hidratação
até superdimensionada). Logo depois do fim da serrinha de Ubatuba (nas palavras do triatleta e companheiro de
equipe Adriano) e da curva em “U”, estava a aguardada placa três, para me
contar qual era o tamanho do “preju”. Grande. 5’19’’ foi a parcial. Perdera boa
parte da gordurinha ganha nos dois
primeiros quilômetros.
Afortunadamente, não era só disso que me livrara. Com todo respeito ao
sujeito, que até conheço de vista. Mas ele correr com cãibra, estiramento na
coxa ou qualquer outra coisa parecida, puxando a perna e blasfemando o tempo todo, estava enchendo os pacovás, tirando o bom humor de toda a “vizinhança”. Ainda
bem que passou e foi embora, reestabelecendo a paz e a harmonia. Cada coisa que
me aparece! Passei pelo lago menor, rumo ao maior, sentindo a dificuldade
aumentar a cada passo. Ali, nas duas edições anteriores, a coisa também tinha
ficado feia, chegando ao ponto de andar. Tentaria, dessa vez, reverter o quadro
e não desanimar. Conseguiria novamente. O pace
tinha subido, mas menos do que tudo fazia crer. A quarta passagem seria de 5’27’’.
As inclinações não eram das mais fortes, sobretudo para alguém que tem no
currículo um Mountain Do, uma Corrida Vertical e dois Desafios Ecológicos
(falta a Volta ao Cristo e a Mata Atlântica, um dia eu ainda faço também). Mas
o conforto havia ficado para trás. A subidinha do km 5, junto com o cansaço acumulado
do dia anterior, pesou nas pernas. Novamente tive que me controlar para não transformar
corrida em caminhada (afinal, a largada da mesma era uma hora depois!). Mas
passou perto: 5’40’’ foi a marca. Saudei Wagner e Adriano, já quase fechando a
prova e decidi tentar acelerar um pouquinho. Quase me confundi no trecho
gramado, procurando as fitas de isolamento e por pouco não indo parar na contramão.
Na reta final, incentivado pelo outro Wagner (o Gogó), ensaiei um sprint curto, mas pouco eficiente. Perdi duas ou três, ao invés de
ganhar posições. Mas até que fiquei contente com o que vi no pulso. Por mais que tivesse
feito uma corrida apenas razoável, havia conseguido meu melhor tempo na prova, mais
de um minuto e meio abaixo do ano anterior. Importante lembrar que a época do
ano foi outra (a etapa local do circuito costumava acontecer em outubro até
2010), que não teve trecho nenhum em asfalto das outras vezes e que o percurso dessa vez, na minha marcação, teve 150 metros a menos
que os 6 mil regulamentares (não sei nos anos anteriores, quando ainda não usava GPS). Mas “recorde” é “recorde”. Em uma temporada
difícil como vem sendo essa, já serve como certo alento.
Cumprimentei os amigos que vi logo após a chegada e pelo caminho e entrei
na fila (curta) para a retirada do “kit pós”. É bom deixar anotado para levar a
sacola ou o carrinho de feira da próxima vez, pois, como no ano passado, ficamos na mão. Levar frutas (maçã,
banana e tangerina), água e isotônico, se você não for um Octopus
vulgaris, é meio complicado. A medalha foi maior e mais bonita que nas
outras vezes, com data da etapa e nome da cidade na fita. A camiseta, com os nomes
de todas as localidades nas costas, tinha sido entregue junto com o kit pré no
sábado. A minha, que veio no tamanho M, ficou de presente para minha tia e
madrinha Tereza, que pela primeira vez esteve ausente do evento. Achei estranha na hora a devolução
do chip descartável, mas dãããã, foi para ninguém sair descartando no lugar errado, claro...
Fiz mais uma horinha por ali, mas, como nem premiação por categoria para
assistir tinha (Zebra, Natanael, Rafinha e Vanderlei, num evento que prestigiasse os atletas
amadores e não apenas os profissionais, teriam subido ao pódio representando
nossa equipe ao invés de só receberem o troféu), acabei indo embora mais cedo.
Semana que vem não tem corrida oficial (cheguei a imprimir o boleto para a Prova 9 de
Julho, mas, desanimado ao ver que ninguém mais iria, deixei vencer), mas nem
por isso ficaremos parados com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. Vai rolar no
sábado de manhã um treininho intitulado “VVV: Volta da Vista Verde”
(veja o percurso
maluco sugerido) e quem quiser pode chegar.
Percurso:

Altimetria

Gostei:
![]()
da distruibuição de água, da medalha, da mudança no percurso (apesar de não
avisada com antecedência), da sinalização de quilometragem precisa
Não
gostei: ![]()
do atraso que o alongamento proporcionou, da obrigatoriedade da retirada
do kit na véspera, da falta, mais uma vez, do pódio na premiação por categoria
Links
sobre a prova:
http://www.webrun.com.br/corridasderua/n/carlos-santos-e-rumokol-chepkanan-vencem-circuito-longevidade/12380
http://servicos.sjc.sp.gov.br/sel/2011_corridapedestre/noticia.asp?noticia=262
Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
Média: 4,6
Veja também:
- Inscrição: 4 (internet, boleto, não tive que fazer)
- Retirada do kit pré-prova: 3 (só na véspera, não tive que fazer)
- Acesso: 5 (cheguei bem cedo e garanti boa vaga no estacionamento do parque)
- Largada: 4,5 (atraso pequeno mas desnecessário, dispersão rápida)
- Hidratação: 5 (mais até do que precisava, durante e depois)
- Percurso: 5 (como agora é a única prova no parque e melhorou bastante o percurso, ganha nota máxima)
- Sinalização: 5 (placas bem visíveis e bem colocadas)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (sem problemas, até porque o lugar ajuda)
- Participação do público: 4,5 (deixar a caminhada para depois ajudou nisso novamente)
- Chegada/Dispersão: 5 (sem problemas)
- Entrega do kit pós-prova: 4 (método self-service, difícil de carregar)
- Qualidade do kit pós-prova: 4,5 (tiraram a pera e não trocaram por um docinho; o custo x benefício continua muito bom)
- Camiseta: 5 (bonita e de boa qualidade, pelo segundo ano seguido ficou de presente)
- Medalha: 5 (melhorou muito, ficou maior, mais bonita e com as informações necessárias, inclusive diferenciando da caminhada pela cor da fita)
- Divulgação dos resultados: 4,5 (SMS na hora, listas gerais no mesmo dia, aguardando categorias)
O relato da Cristiane
O relato do Sílvio
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